Educação integral é um dos avanços na última década em Paranaguá

            Crianças brincam e exercitam aprendizado em atividade extracurricular em escola integral 

Paranaguá completa neste domingo 364 anos de fundação e nunca antes na história a cidade foi alvo de tanto destaque nacional e internacional por conta de algo que muitos brasileiros clamam para suas regiões: Educação
De acordo com os dados do IBGE, Paranaguá está entre algumas cidades do Paraná que possui analfabetismo erradicado, além de estar entre as 20 com o melhor sistema educacional, a Escola Integral, implantada em 2005 no início do governo do atual prefeito, José Baka Filho (PDT).
Desde então, várias escolas foram ampliadas e novas foram construídas a modo de melhorar significativamente a qualidade com que são tratados os alunos, mesmo que em alguns casos haja problemas, comuns em todas as regiões do Brasil. Vale ressaltar ainda que a cidade já ultrapassou a meta estipulada pelo Governo Federal até 2020 de que todas as cidades brasileiras tenham pelo menos 65% de seu sistema educacional municipal em tempo integral, enquanto Paranaguá já conta com mais 75%.
Entre indas e vindas nos últimos 10 anos, foi também a partir de 2005 que o Governo do Estado, dirigido pelo então governador Roberto Requião (PMDB), por motivos políticos, parou de pagar um dos impostos mais importantes fornecidos a cidade, o ISS (Imposto Sobre Serviços), pagos pelo Porto de Paranaguá que somavam mensalmente cerca de R$ 2 milhões aos cofres municipais.
A atitude do governador foi óbvia: Diminuir a imagem do prefeito diante da população, caso esse que até hoje acontece, mesmo com novo governo no poder, comandado pelo governador Carlos Alberto Richa (PSDB).
Com a falta do ISS, a cidade desandou: Ruas esburacadas, problemas de saneamento e para ajudar, em março de 2011 a maior tragédia natural já vivenciada pelo litoral Paranaense aconteceu, causando prejuízos em torno de R$ 40 milhões, dinheiro esse que até hoje se aguarda, mesmo já tendo sido repassado pelo Governo Federal ao estado.
Voltando ao assunto “Educação”
Em 364 anos história, a educação sempre foi um dos maiores anseios a população, e em conversa com o José Baka Filho, questionamos ele sobre os problemas da cidade e uma das maiores reclamações atualmente: As ruas esburacadas; Com resposta firme e direta, Baka explanou: “Claro que eu asfaltaria todas as ruas da cidade se a prefeitura tivesse dinheiro para isso, mas infelizmente não tem, isso é reflexo da falta do ISS do governo do Estado. O pouco dinheiro que tem, prefiro investir em educação, pois sei que esse é o futuro da nação e é a semente plantada do futuro da cidade, tenho a certeza que elas sairão dali bem educadas, alimentadas e com uma visão crítica e culta sobre os assuntos. É esse um dos motivos, prefiro deixar algumas ruas com problemas e as crianças na escola, do que deixar as ruas perfeitas e as crianças na rua” Finalizou.
Com a passagem de escola parcial para integral, não é só o tempo de permanência da criança na escola que aumenta, o número de refeições também. Cada aluno ganha três refeições por dia começando com o café da manhã até o lanche da tarde, passando pelo almoço.
Os cardápios são elaborados por nutricionistas depois de fazer uma pesquisa junto aos próprios alunos. E depois passa pelo crivo do Conselho de Alimentação Escolar que é formado por pais de alunos, representantes da secretaria de Educação, presidente de bairro e nutricionista.
Quem faz parte do Conselho recebe um formulário e pode visitar a escola que quiser e no horário que precisar para fazer a avaliação.
O diretor da escola é fiscal pra receber os alimentos, como também acompanhamento do preparo que é feito por profissionais da risotolândia, empresa que fornece a merenda. O diretor confere o número de refeições servidas para assinar o documento que servirá para posterior pagamento da empresa.


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